Cristina Ferreira

sábado, 30 de julho de 2016

Cruzeiro pelas ilhas Gregas

Oi gente, aqui é a Cristine B. e vou falar um pouco sobre um cruzeiro que eu fiz pelas ilhas gregas.
Foram três dias de Cruzeiro saindo do porto de Piraeus (Atenas), para as ilhas de Mykonos, Santorini, Patmos, Creta e território de Kusadasi na Turquia.

Compramos o cruzeiro pela empresa Celestyal Cruises e navegamos no barco Celestyal Olímpia. Saímos na sexta feira, o horário de embarque era entre 8 e 10 horas. Embarcamos cedo e ficamos aguardando a nossa cabine. Um pouco antes de o cruzeiro partir, foi nos dito que nossa cabine estava pronta, muito limpa e organizada. 

Todos dias era dado um folheto com a programação do Cruzeiro dentro da cabine, tinha diversas atividades para praticar dentro do navio, como dança, bingo, jogos, atividades para crianças, lojas, spa, massagem, salão de beleza. A noite havia vários bares no navio, balada, apresentações de shows, bares com música ao vivo e cassino. A comida também era maravilhosa, café da manhã, almoço, lanche e janta tudo liberado e muito gostoso. 



Pôr do sol em Mykonoss

Vale a pena fazer cruzeiro ou conhecer as ilhas separadamente? Se você tiver tempo e dinheiro o cruzeiro não vale a pena, pois os passeios nas ilhas são em espaços de tempo bem curtos e dá para fazer pouca coisa. Se quiser conforto e não se preocupar com ferry, voo, malas, procurar local para comer e economizar tempo então o Cruzeiro é uma ótima ideia. Fiquei com vontade de voltar para Santorini, a ilha é linda e deu para ver muito pouco dela. 

Mykonos

Foi nossa primeira parada, simplesmente linda. Como havia só cinco horas ficamos andando pelas ruas, tiramos fotos e apreciamos o pôr do sol.
A ilha é linda, as ruas e casa dão impressão de terem saído de um filme, tudo branco com portas coloridas e flores enfeitando as casas, sem falar na paz que se sente andando pelas ruas. 
Tire muitas fotos dos moinhos de vento que são cartão postal da ilha.









Kusadasi

Kusadasi na Turquia foi nossa segunda parada. O local é porta de entrada de milhares de cruzeiro do mar egeu na Turquia. A cidade possui belas praias e muitas lojas em estilo 25 de março. Os vendedores não deixam as pessoas andarem em paz, estão toda hora oferecendo coisas, para comprar é necessário pechinchar.
O principal atrativo para quem visita o local é um passeio até a ruína na cidade de Efeso, uma cidade de mais de 3000 anos que passou pelo domínio dos persas, egípcios e Romanos, na época era uma cidade muito rica e capital da Ásia menor. Para chegar até as ruínas contate um passeio no cruzeiro ou se estiver por Kusadasi pegue um táxi. Sai em torno de 40 euros.







Patmos

Patmos foi nossa segunda parada no segundo dia.Um lugar praticamente desconhecido pelo turismo, que é simplesmente encantador.
Novamente o cenário das casas brancas e portas coloridas, as ruas estreitas, morros e paz. A ilha é muito charmosa, e tem belas praias. 
Na ilha diz-se que João escreveu o livro do Apocalipse, a gruta onde ele supostamente escreveu é atração turística.
A fortaleza no alto da ilha é um monastério do século 11 dedicado a São João. 









Heraklion (Creta)


No terceiro dia de cruzeiro desembarcamos na cidade de Heraklion. Visitamos o seu centro histórico com diversos prédios interessantes e bem diferente das outras ilhas gregas. A ilha construída pelos árabes foi dominada pelos Venezianos, pelos otomanos e em 1913 foi incorporada pela Grécia. 
Logo que chegamos no navio vemos a Fortaleza Veneziana de Koules. É um dos símbolos de Haraklion, quando fomos estava fechada para reformas. Mas é aberto a visitação. 
Passamos pelo antigo porto veneziano que chama atenção pelo contraste.


Fortaleza Veneziana Koules




Porto Veneziano
Praça dos Leões venezianos



Santorini

A última parada do cruzeiro (e mais esperada) foi a ilha de Santorini. Foram somente quatro horas para explorar a ilha, o que não é nenhum pouco suficiente.
Desembarcamos em Fira, a capital, para subir os 587 degraus que ligam o porto à cidade há três opções, a pé, de teleférico, 5 euros cada trajeto, ou em um burrinho ao custo de 5 euros.Os burrinhos são o símbolo de Santorini, mas eu particularmente acho o trajeto em burrinho super desumano os bichos estão cansados e o calor é terrível. Fui de teleférico.
Chegando em Fira no alto várias lojas de souvenir, e feirinhas. Ficamos apreciando um pouco e decidimos alugar uma van e ir até Oia, o cartão postal de Santorini. Demora cerca de meia hora de Fira até Oia de carro.
Oia é simplesmente linda, realmente uma vista incrível. É ali que estão os principais hotéis e restaurantes, as ruas estavam lotadas e estava quase na hora do pôr-do-sol, foi incrível. Nem deu tempo e tivemos que voltar a Fira para pegar o teleférico de volta para o navio, foi bem corrido. Preciso voltar para Santorini.




Oia - Santorini
O monte ao fundo é o famoso vulcão de Santorini
 


Ainda queria ter ido as famosas praias de pedra em Santorini, fazer um passeio ao famoso vulcão e tomar banho nas águas termais.
Dica: um bom jeito de se locomover em Santorini é alugando um triciclo.

Beijos e até a próxima viagem.








sexta-feira, 29 de julho de 2016

Roteiro cinco dias no Marrocos

Oi gente, sou a Cristine B. e  hoje o destino não é na Europa, mas sim na África em um dos destinos mais populares do continente, Marrocos. Desde o Clone que tem cenas gravadas no país sempre quis visitar o país.
Fiz o passeio por excursão com pacote fechado para cinco dias com a empresa. Sahara pack, recomendo muito pois assim conhecemos muitas paisagens naturais e o acampamento no deserto é super organizado e bem estruturado. 

Dia 1


Chegamos em Marraquexe e logo de cara somos surpreendidos com a diferença. Você não está mais na Europa, o tempo é seco a vegetação é seca. Marraquexe é realmente uma cidade agitada, cheia de gente como naquelas cenas de filmes com formigueiros humanos e um transito caótico. 

Neste dia só fizemos o check-in e saímos para jantar pratos típicos Marroquinos.

Dia 2

No segundo dia começou a viagem para o deserto, durante a viagem que demora um dia inteiro vamos fazendo paradas.

Primeira parada é o Tichka, uma passagem de montanha no Alto Atlas que une a estrada entre Marrakech e Ouarzazate, situado a uma altitude de 2260m.

A segunda parada é em uma Cooperativa de óleo de Argan. Essas cooperativas foram criadas pelo governo Marroquino e empregam mulheres para trabalharem na produção e extração do óleo. O óleo é extraído de uma árvore típica de Marrocos, a Argania Spinosa, o óleo é feito manualmente pelas mulheres e para se produzir 1 litro de óleo são necessários 100 kg de sementes. O óleo pode ser usado para estética, fins medicinais e para fazer alimentos. 
Marroquinas fabricando óleo de Argna
A terceira parada é cenário de filme. Aït-Ben-Haddou é uma cidade fortificada na região de Souss-Massa-Drâa, Marrocos, na antiga rota de caravanas entre o Saara e Marraquexe. A cidade é constituída por um grupo de várias pequenas fortalezas, ou casbás (kasbahs), chegando a ter dez metros de altura cada uma. Algumas famílias ainda vivem ali.  O local serviu para as filmagens de o Clone, a múmia, o príncipe da Pérsia, o Gladiador e Game of Thrones. O ksar foi fundado em 757 e cresceu até o tamanho atual. Foi declarado Patrimônio Mundial da UNESCO em 1987.
Procurando a Khaleesi


Paramos ainda na cidade de Ouarzazate que se desenvolveu devido a criação de um estúdio de cinema. 
A noite dormimos em no Hotel LaGazelle du Dades.

Dia 3

A primeira parada foi a magnifica Dades Gorges que é um desfiladeiro do rio Dades situado entre as montanhas da cordilheira Atlas, no Marrocos. A estrada de curvas fechadas é maravilhosa e compõe uma grande obra de engenharia. 


Logo após paramos no Vale do Dades para aprender com um local sobre o desenvolvimento da agricultura pelos locais. Aqui também vivem tribos berberes. As principais culturas do local são macieiras, alfafa, cevada, trigo, amêndoas, figos e tâmaras.

Depois fomos conhecer uma fábrica de tapetes artesanais marroquinos. Cada tapete é desenvolvido manualmente por mulheres marroquinas a partir de pelo de ovelha, cabra e camelos. As cores dos tapetes também são naturais, sendo obtidas de plantas e insetos. 
Os tapetes Marroquinos
A próxima parada foi a cidade de Tinghir  no centro do oásis do vale do rio Todgha (Todra), perto das suas famosas gargantas. A cidade está cheia de palmeiras de tamareiras e oliveiras em contraste com as montanhas vermelhas
A última parada antes do deserto foi em um lugar fascinante: as gargantas de Todra. Os penhascos com 300 metros de altura separados pelo rio e pela estrada são simplesmente maravilhosos. 
No final da tarde chegamos a Merzouga onde íamos acampar no deserto. As dunas têm 5km de largura e 22 de comprimento. 
Chegando ao local íamos até o acampamento passeando em cima de dromedários (não são camelos), o passeio dura cerca de uma hora com parada para ver o pôr do sol. Andar de camelo não é nada fácil, balança muito e na hora de subir e descer se segure. 

O acampamento é muito bem organizado com colchões e até uma privada na barraca feminina. A noite é servida uma janta típica marroquina e um chá. Se for durante o período de inverno prepare-se para passar o pior frio da sua vida. No verão esfria a noite, porém a temperatura é agradável. Aprecie o céu super estrelado do deserto, você nunca mais verá um céu assim, é simplesmente encantador.

Dia 4

No quarto dia levantamos cedo para ver o nascer do sol no deserto, o que é simplesmente maravilhoso. Depois andamos de camelo do local do acampamento até onde estão estacionadas as vans. Neste dia inicia a viagem de volta a Marraquexe. Não paramos em nenhum ponto turístico, somente para comer a ir ao banheiro. Esta viagem de volta é bem cansativa.
Camelos descansando
 


Nascer do Sol no Saara
 Dia 5

O quinto dia é todo dedicado a conhecer os pontos turísticos na cidade de Marraquexe. O guia nos conduz pela praça principal. O guia nos explica a origem da Medina, palavra árabe para cidade, e nos leva conhecer as principais ruas.


Começamos conhecendo a farmácia berbere que vende, ervas, pigmentos, óleos e especiarias. As atendentes explicam o uso de algumas ervas e óleos vendido na farmácia. O site é este. www.herboristeduparadis.net



Após a visita a farmácia fomos até o Palácio Bahia, que data do século XIX. O jardim do palácio é muito lindo e possui várias salas decoradas em estilo árabe.

Após passamos na principal praça de Marraquexe a Praça Jemaa El-fina, na praça tomada por mercadores é possível encontrar praticamente de tudo. Está sempre muito movimentada durante o dia e a noite, cuidado para não se perder. 


Depois foi a vez de conhecer Saadian Tumbs, túmulos de fámilia Saadian e pessoas ligadas ao sultão. Foram construídos no século XVI para abrigar os antigos reis saadinos e encontrados em 1917 pelos franceses.
Por último e o mais surpreendente visitamos a Madrassa Ben Youssef, uma escola islâmica anexa a mesquita de Ben Youssef. Foi fundada no século XIV pelo sultão Abu el Hassan. Porém foi quase totalmente reconstruída pelos reis saadinos. Mais de 800 estudantes viveram ali e todos os quartos estão situados ao redor do pátio. A decoração é simplesmente fantástica.



Aproveitamos o fim do dia para ir as compras no souks, o mercado que fica ao lado da praça Jemma El-fina. Para comprar é necessário muito paciência e pechinchar bastante. As vezes os itens podem ter seu valor reduzido pela metade. No mercado há praticamente de tudo, especiarias, souvenirs, bolsas, roupas, sapatos, artigos de decoração, óleos e principalmente os lenços marroquinos.  Aproveite, pois é tudo muito barato. 

E então gostaram? O que mais fariam no Marrocos?

Beijos e até o próximo destino



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